domingo, 9 de outubro de 2011

Steve Jobs...

"Você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida, ou como um resultado que aponta uma nova direção."

(Steve Jobs)





#RIP

Steve Jobs...

"Ser o mais rico do cemitério não é o que mais importa para mim…
Ir para a cama à noite e pensar que foi feito alguma coisa grande. Isso é o que mais importa para mim." 

(Steve Jobs)



#RIP

Steve Jobs...

"Seu tempo é limitado, então não percam tempo vivendo a vida de outro. Não sejam aprisionados pelo dogma – que é viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixe o barulho da opinião dos outros abafar sua voz interior. E mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário."

(Steve Jobs)


#RIP





Steve Jobs...

"Você tem que encontrar o que você gosta. E isso é verdade tanto para o seu trabalho quanto para seus companheiros. Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazendo aquilo que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho é fazendo o que você ama fazer. Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não se contente. Assim como com as coisas do coração, você saberá quando encontrar. E, como qualquer ótimo relacionamento, fica melhor e melhor com o passar dos anos. Então continue procurando e você vai encontrar. Não se contente."

(Steve Jobs)



#RIP



Steve Jobs...

"Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare!" 

(Steve Jobs)

#RIP






Steve Jobs...

"Você não pode conectar os pontos olhando para a frente; você só pode conectar os pontos olhando para trás. Assim, você precisa acreditar que os pontos irão se conectar de alguma maneira no futuro. Você precisa acreditar em alguma coisa – na sua coragem, no seu destino, na sua vida, no karma, em qualquer coisa. Este pensamento nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida."  

(Steve Jobs)

#RIP











Visita...


"Eu sei que não foi você que desarrumou minha vida e fez essa bagunça toda que tive que arrumar gradualmente enquanto cuspia minha raiva, minha dor, mas, por favor, para entrar aqui agora é preciso pés descalços e nenhuma armadura. É por eu não ter deixado de confiar nas pessoas que te peço isso. Não existe tristeza em mais nenhum canto desta casa, tudo foi limpo e adornado com amor, saiba receber esta dádiva. Não quero saber agora o que você traz do seu passado enquanto a água do chá ferve, e também não me pergunte o que me aconteceu para que eu esteja assim, tão direta. É possível que eu te convide pra dormir aqui esta noite ou te mande embora às três da manhã, espero que não se aborreça ou crie expectativas enquanto ponho a erva doce na água quente. Eu não tenho açúcar, empedrou desde que. Enfim, você quer com ou sem adoçante? Não me prometa nada, eu vivo um dia de cada vez, só tenho memória recente. Sobre ontem, pouco lembro, sei que fui dormir e antes conferi se todas as portas estavam trancadas e se eu estava feliz. Também sei que ainda era cedo, e que fazia muito frio. Mas, sim, eu estava feliz.
Vou deixar apenas a luz do abajur acesa, e o seu cd de jazz tocando bem baixinho pra que eu escute como foi seu dia e o que você gosta de ler. Não é que eu não goste de me expor, mas a semana passada já faz muito tempo pra mim. Mas se te interessa saber, meu coração está desocupado e eu gosto quando você me abraça forte. Talvez isto seja o suficiente para que você chegue mais perto de mim e conviva sem se incomodar com o silêncio que eu carrego nos olhos. O que me atraiu em você foi a sua beleza física com esta sensibilidade e inteligência juntas.Mas aprendi a descartar até essas qualidades em um homem se não houver essa nudez de alma. Os inteligentes podem ser muito espertos e cruéis. Os bonitos podem ser uns tolos. E os sensíveis, muito dramáticos. Eu não estou endurecida, só aprendi a observar com certa malícia, preservo minha inocência, mas me arrancaram a ingenuidade à força, disso eu lembro. Não me fizeram mal algum, nada que não houvesse a permissividade da minha carência. A responsabilidade também foi minha. Você está confortável nesta posição? Aprendi a me enroscar num outro corpo como se eu fosse uma extensão dele. Eu gosto de me aninhar no afeto, nasci para ser acariciada antes, durante e depois do sexo. Mas hoje talvez eu queira que você vá pro seu apartamento_ me deu vontade de escrever alguma coisa sobre a sua voz, antes que ela fique no passado."

Se quiser esquecer seu cd, talvez eu te convide pra jantar amanhã. E te leia alguma coisa mais doce que aquele açúcar empedrado. É que eu ainda não esqueci como se escreve o começo de um romance. Só aprendi que o interesse do leitor vai depender da minha primeira frase.

Então eu prefiro que você volte amanhã. É que eu preciso sentir saudade antes de me apaixonar."
(Marla de Queiroz)



Ela, simplesmente, incrível!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A melhor resposta...

Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam.
 
Quem é você? Do que gosta? Em que acredita? O que deseja?


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Dia e noite somos questionados, e as respostas costumam ser inteligentes, espirituosas e decentes. Tudo para causar a melhor impressão aos nossos inquisidores. Ora, quem sou eu. Sou do bem, sou honesto, sou perseverante, sou bem-humorado, sou aberto - não costumamos economizar atributos quando se trata da nossa própria descrição.

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Do que gostamos? De coisas belas.
No que acreditamos? Em dias melhores.
O que desejamos? A paz universal.
Enquanto isso, o demônio dentro de nós revira o estômago e faz cara de nojo...

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É muita santidade para um pobre-diabo, ninguém é tão imaculado assim. A despeito do nosso inegável talento como divulgadores de nós mesmos e da nossa falta de modéstia ao descrever nosso perfil no Orkut, a verdade é que o que dizemos não tem tanta importância. Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida.

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Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz - com todo o respeito - é apenas o que você diz.

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Entre a data do nosso nascimento e a desconhecida data da nossa morte, acreditamos ainda estar no meio do percurso, então seguimos nos anunciando como bons partidos, incrementamos nossas façanhas, abusamos da retórica como se ela fosse uma espécie de photoshop que pudesse sumir com nossos defeitos. Mas é na reta final que nosso passado nos calará e responderá por nós.

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Quantos amigos você manteve. Em que consiste sua trajetória amorosa. Como educou seus filhos. Quanto houve de alegria no seu cotidiano. Qual o grau de intimidade e confiança que preservou com seus pais.

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Se ficou devendo dinheiro. Como lidou com tentativas de corrupção. Em que circunstâncias mentiu. Como tratou empregados, balconistas, porteiros, garçons. Que impressão causou nos outros - não naqueles que o conheceram por cinco dias, mas com quem conviveu por 20 anos ou mais.

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Quantas pessoas magoou na vida. Quantas vezes pediu perdão. Quem vai sentir sua falta. Pra valer, vamos lá. Podemos maquiar algumas respostas ou podemos silenciar sobre o que não queremos que venha à tona. Inútil. A soma dos nossos dias assinará este inventário. Fará um levantamento honesto.

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Cazuza já nos cutucava: suas idéias correspondem aos fatos?
De novo: o que a gente diz é apenas o que a gente diz.
Lá no finalzinho, a vida que construímos é que se revelará o mais eficiente detector de nossas mentiras...


 
(Martha Medeiros)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...

Com a morte do meu pai, eu conheci as piores dores da vida.

A primeira delas e a mais dolorosa é a dor da saudade, da ausêncisa...
No meu caso, não é apenas a presença física que me faz falta. Meu pai era meu "comandante", era  meu braço direito e esquerdo, minhas pernas e meu cérebro, e  com ele por perto eu sabia que não tinha problema no mundo que não tivesse saída...
Eu não tinha medo de nada! Aliás, só existia um medo: o de perdê-lo para sempre...

Às vezes, pessoas não entendem como ainda não "parei com isso""! Afinal, depois de 1 ano e 5 meses e ainda estou na mesma ladainha...
"Não foi ontem!!!" / "Foi há 1 ano e 5 meses!!!" / "A vida continua!!!" / "O mundo não para!!!" /"Está na hora de dar a volta por cima!!!" / "Tanta gente querendo viver!!!"/  "Tanta gente querendo ter a vida que você tem!!!" ... e eu aqui no meu mundinho, estática, chata, repetitiva como se tivesse sido ontem...


Acontece, que essa não é uma questão de escolha!
Não existe, em mim, um botão que me permita escolher como vou passar meu dia. "Hj acordei querendo ser feliz!"
... DEFINITIVAMENTE, isso NÃO é uma questão escolha!!!

Eu posso sim, acordar determinada querer sentir isso ou aquilo... é possível  sim, desejar não querer sentir determinadas sensações, mas não se pode mandar nos sentimentos....

Só EU e mais NINGUÉM sabe "no" que me transformei depois da partida dele e como tem sido minha vida desde então... 
Minha luta é DIÁRIA e por SOBREVIVÊNCIA!!!  (SOBREVIVÊNCIA NÃO É UM VIDA NORMAL, ESTOU MUITO LONGE DISSO!!!)

Se querem saber, além da falta dele, também carrego esse peso. Me sinto culpada por isso e muito!
Não é nada agradável saber que pessoas lutam em hospitais para viver e eu no meu mundinho, tão egoísta!

Além disso, estar perdido, sem saber o que fazer, por onde começar ou recomeçar e sentindo-se sozinho num mundo cheio de gente e principalmente quando na verdade você está rodeado de gente que te ama, quer te ajudar,  pessoas que demonstram afeto, carinho e amor, é DEPRIMENTE!!!

E acreditem! Todo esse "egoísmo", é apenas mais um peso de ingratidão a carregar...
Uma mistura de incompetência e frustração por simplesmente não conseguir ser o que elas tanto gostariam que você fosse e tanto tem lutado para que você seja...
Ver as pessoas ali, todo tempo ao seu lado, lutando por você, comprando todas as suas ideias na esperança de que, finalmente, você consiga sair "da bolha", e nada acontece...é vergonhoso e humilhante!!!

E para finalizar, também conheci a mais dolorosa dor, depois da perda dele, a dor da culpa de atrapalhar a vida de alguém. A dor de ser um peso... a sensação de estar puxando alguém para baixo junto com você. A sensação de estar impedindo alguém de ser feliz... NOSSA, essa é a pior das culpas! E por mais que a pessoa diga que não é verdade, você no fundo sabe que é verdade!

Essas são as consequências que a morte do meu pai acarretou.
Estou dividindo isso, pois não suporto mais ter que fingir que estou bem, quando está tudo péssimo. Eu não quero mais me sentir culpada por estar sentindo a morte do meu pai do meu jeito. Só eu sei quem eu perdi! Só eu sei a lacuna que ele deixou na minha vida...
Eu não quero mais me sentir culpada por essa sensação de total apatia em relação à vida, simplesmente porque não escolhi sentir-me assim! ESTOU ASSIM!!! Já é doloroso demais conviver com isso tudo e ainda ter que viver de aparências...

De tudo isso, hoje, se eu pudesse fazer uma escolha, uma única escolha, não era ser feliz novamente. A minha única preocupação é com quem está ao meu redor...
Queria muito poder encarar as pessoas de cabeça erguida, sem essa vergonha que sinto...
Sem toda essa culpa e o peso da responsabilidade de estar preocupando cada uma delas...


Como disse Caetano: "...cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..."



Sigo lutando... por ele!



Andréa

Encerrando Ciclos...

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"



(Fernando Pessoa)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Troque...

"Dentro da igreja, ajoelhe-se. No estádio de futebol, grite pelo seu time. Numa festa, comemore. Durante um beijo, apaixone-se. De frente para o mar, dispa-se. Reencontrou um amigo, escute-o. Ou faça de outro jeito, se preferir: dentro da igreja escute-O. Durante um beijo, dispa-se. No estádio de futebol, apaixone-se. De frente para o mar, ajoelhe-se. Numa festa, grite pelo seu time. Reencontrou um amigo, comemore. Esteja, entregue- se!" (Martha Medeiros)

As torres de dentro...

"Não tenho como escapar: um ano após os atentados, vou falar sobre o quê? Sobre o Red Hot Chili Peppers? A imprensa às vezes vira refém de certas datas. Tal qual a gente. Comemoramos secretamente o aniversário do primeiro beijo, da primeira transa, de todas as primeiras coisas bacanas que nos aconteceram. E das ruins também, das vezes em que as torres que construímos dentro de nós foram derrubadas. Cada sonho nosso foi construído andar por andar, e teve vezes em que ultrapassamos as nuvens, erguemos nossos prédios do milênio, mais altos que qualquer prédio de Cingapura, Shangai, Nova York. A psicanálise fala em castelos. É mais ou menos isso: sonhos aparentemente concretos. Já tive torres internas que foram ao chão. Torres altas demais para mim, torres que nem chegaram a ficar concluídas (as de dentro nunca se concluem), torres que me exigiram esforço e que me deram prazer, até que alguém, com uma frase, ou com um gesto, as fez virem abaixo. Tinha gente dentro, tinha eu. Torres são visíveis, monumentais: viram alvo. Um projeto empolgante demais, uma paixão incontrolável demais, um desejo ardente demais, idéias ameaçadoras demais: tudo isso sai da linha plana da existência, coloca-nos em evidência, a gente acha que os outros não percebem, mas percebem, e que ninguém se assusta, mas se assustam. Quem nos derruba? A nossa vulnerabilidade. Tem gente que perde um grande amor. Perde mais de um, até. E perde filhos, pais e irmãos. Tem gente que perde a chance de mudar de vida. E há os que perdem tempo. Os anos passam cada vez mais corridos, os aniversários se repetem. Tem gente que viu sua empresa desmoronar, sua saúde ruir, seu casamento ser atingido em cheio por um petardo altamente explosivo. Tem gente que achava que iria ter a chance de estudar mais tarde e não estudou. E tem os que acharam que iriam ganhar uma medalha por bom comportamento e não receberam nem um tapinha nas costas. E no entanto ainda estamos de pé, porque não ficamos apenas contando os meses e os anos em que tudo se passou. Construímos outras torres no lugar. Não ficamos velando eternamente os atentados contra nossa pureza original. As novas torres que erguemos dentro serão sempre homenagens póstumas às nossas pequenas mortes e uma prova de confiança em nossas futuras glórias. (Martha Medeiros)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

...

“A experiência do luto é poderosa. Assim também é a sua capacidade para ajudar a curar a si mesmo.
Ao viver o processo do luto, a pessoa está se movendo em direção
a um renovado senso de significado e propósito em sua vida.”

(Wolfelt)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Meu Perfil...

"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal-resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo e não estou aqui pra que vocês gostem de mim, mas pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho e seduzir somente o que me acrescenta.
Tenho uma relação de amor com a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra. A palavra é meu inferno e minha paz.

Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras e falta de ar....

Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro de alguma forma, no toque mesmo, na voz ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos:
são eles que me dão a dimensão do que sou."


Marla de Queiroz


Perfeita! Genial! Magnífica!
Ser repetitivo é tão chato e redundante...
Alguém saberia como falar da Marla sem usar os mesmos adjetivos de sempre??? Por favor, me ajudem!!! Ela merece muito mais...

Obrigada Marla! Muito obrigada!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Perspectivas...

"Eu mudei de forma tão expressiva, em alguns aspectos, que tenho dificuldade para me imaginar dentro de determinados padrões emocionais que eu já vesti. Há um estranhamento, é como se aquela pessoa que olho à distância não fosse eu. Claro que era, mas não muito. Claro que era, mas vestida com uma penca de coisas que não eram minhas. Com camadas e mais camadas que me escondiam de mim. Com roupas que fui trocando pelo caminho, nas várias mudas que já vivi. Houve um momento em que, ao me olhar no espelho do coração, eu me flagrei bem diferente. Eu havia mudado, sem sequer ter percebido enquanto acontecia. A vida é uma tecelã habilidosa, tece as mudanças, em silêncio, no tear do tempo.


De repente, a gente se olha e tem a impressão de encontrar quase outra pessoa, uma versão nossa revista e atualizada. Mas, no fundo, ela não é tão nova quanto aparenta. Estava lá, em estado de latência, o tempo todo, como a flor que já mora na semente e um dia desabrocha. Às vezes me ocorre que viver é se despir lentamente das peças que encobrem quem somos até que a idéia original apareça, uma espécie de strip-tease da alma. Podemos levar muito tempo para começarmos a ficar mais parecidos com nós mesmos, mas também podemos passar uma vida inteirinha escondidos numa montoeira de roupa que não nos pertence. Mudar não acontece por mágica. A gente precisa querer se buscar.


Um dos padrões mais embaraçosos que deixei pelo caminho foi o de viver sob a perspectiva da falta. Na maior parte do tempo, eu via somente o que me faltava. O mais interessante, ao olhar para trás, é reconhecer que o que a gente vê com mais freqüência acaba se tornando a nossa realidade mais freqüente. É como se a vida precisasse se organizar para não desmentir a nossa visão. E tudo parece encolher para o olhar que é pequeno. Se fixo o olhar no que me falta, faltam olhos para ver o que eu tenho. Para usufruir do que já conquistei. Para me sentir em casa com a vida que eu posso viver agora, com todas as esquisitices dela, as imperfeições, as dificuldades, mas também com as possibilidades que ela me oferece exatamente aqui. O sentimento de falta nos leva pra longe. Lá onde ainda não é e talvez nem venha a ser.


Quando vivemos na freqüência da escassez, nosso coração não tem descanso. Ele não sai pra brincar, estamos ocupados demais lamentando o que não temos para perceber que talvez até já sejamos felizes. Felizes, mesmo ainda sem as coisas que podem tornar nossa estada por aqui mais rica e interessante. Em nenhum momento eu deixei de ter sonhos nem de agir na direção deles, eu deixei foi de ser prisioneira da minha expectativa. Há uma liberdade sutil em não se fazer da vida uma sala de espera. Passamos a viver cada dia de uma maneira mais amistosa e relaxada. Quando não esperamos tanto e não funcionamos tão aflitivamente no compasso da carência, podemos apreciar melhor o sabor de cada pequeno encontro. Da gratuidade dos detalhes mais simples. Da sutileza de encantos que os olhos que percebem somente a falta desaprendem a ver.


Eu desconfio que esse sentimento está também relacionado à dificuldade de autopreenchimento. À inabilidade para encontrarmos satisfação, antes, na nossa própria companhia. Afastados de nós mesmos, buscamos fora o que primeiro precisamos encontrar dentro. Como disse Goethe, "Tudo nos falta quando nos faltamos". Quando larguei pelo caminho essa roupa apertada, descobri que a natureza da vida é ser mais espaçosa, não importa o que nos contaram a respeito. Que a sensação de peso é um claro sinal de que algo está fora do lugar, porque viver, mesmo com todos os inevitáveis sofrimentos da nossa condição humana, é pra ser mais leve. Descobri prazeres que sempre estiveram disponíveis e eu não conseguia perceber. Confortos possíveis que a minha visão encurtada não podia notar.

Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir. Tanto, que às vezes, quando lembro, eu me comovo. Pelo que há, mas também por conseguir ver."



Ana Jácomo





"Eu mudei de forma tão expressiva, em alguns aspectos, que tenho dificuldade para me imaginar dentro de determinados padrões emocionais que eu já vesti.
...Um dos padrões mais embaraçosos que deixei pelo caminho foi o de viver sob a perspectiva da falta. Na maior parte do tempo, eu via somente o que me faltava.
...Se fixo o olhar no que me falta, faltam olhos para ver o que eu tenho.
...O sentimento de falta nos leva pra longe. Lá onde ainda não é e talvez nem venha a ser.
...Quando vivemos na freqüência da escassez, nosso coração não tem descanso. Ele não sai pra brincar, estamos ocupados demais lamentando o que não temos para perceber que talvez até já sejamos felizes.
...Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir. Tanto, que às vezes, quando lembro, eu me comovo. Pelo que há, mas também por conseguir ver."



PROFUNDO!!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ele nem sabe...

"Ele não sabe mais nada sobre mim...

Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática e sem aquela necessidade toda de ser amada.

Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe que a cada dia eu penso menos nele, mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranqüilo, se seu cabelo mudou, se o seu olhar continua inquieto.

Ele nem imagina quanta coisa pude planejar durante esses dias todos e como me isolei pra tentar organizar todos os meus projetos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Que tenho sentido mais sono e ainda assim, dormido pouco. Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos. Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim.

Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre.

Ele não sabe que eu entendi que se eu resolver a minha dor, ainda assim, poderei criar através da dor alheia sem precisar sofrer junto pra conceber um poema de cura. Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso.

Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria."


Marla de Queiroz



A você, que sem imaginar, me tornou "a melhor amiga de mim mesma"... MUITÍSSIMO OBRIGADA!!!

Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas...

"As perolas são feridas curadas, pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

A parte interna da concha de uma ostra, é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado? Uma linda pérola é formada.

Uma ostra que não foi ferida de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada!

- Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
- Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
- As suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?
- Já sofreu os duros golpes do preconceito?
- Já recebeu o troco da indiferença?
Se sim, então, reaja e aprenda a produzir uma pérola !!!

Avalie a situação e cubra estas suas mágoas com varias camadas de persistência,confiança,aprendizado,estabilidade, paciência e muito amor , mas infelizmente isso não é tão fácil e são poucas as pessoas que se interessam e conseguem, com sucesso, realizar por esse tipo de ação, pois muitas das vezes somos apenas passivos e não ativos as respostas que recebemos do mundo ao nosso redor.

A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando estas feridas abertas, alimentando- as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto não permitindo que cicatrizem e às vezes até aumentando-as e com isso se tornando pessoas amargas e culpando todos ao seu redor por sua dor e infelicidade.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "ostras" vazias, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em algo produtivo para seu desenvolvimento pessoal.
Produzir uma ostra é apenas uma questão de atitude.

As pérolas mais belas são geradas nas profundezas do nosso ser."

Autor Desconhecido

segunda-feira, 4 de julho de 2011

#RIP... FACHA - FACULDADES INTEGRADAS HELIO ALONSO

Aplaudindo meu antigo professor com lágrimas nos olhos e MUITO triste por saber que nem com toda manifestação de solidariedade por parte dos alunos, seremos capazes de mudar essa pouca vergonha!!! #LAMENTÁVEL

"Sementes, flores e abacaxis
Desde que fui informado, por telefonema seguido de um frio telegrama, de minha demissão (e de tantos outros colegas) da Facha, pensei em vir aqui e publicar um desabafo. De cabeça quente, achei melhor nem escrever. Certamente iria expressar minha revolta..., minha indignação pela forma como fomos tratados, mas senti que devia esperar a reação dos alunos. Lá no fundo, esperava que as sementes que ajudamos a plantar durante tantos anos dessem algum fruto agora. Afinal, a esperança é sempre o que resta aos lavradores. E se há algo que fizemos de bom nesses tantos anos de Facha foi plantar, plantar e plantar. Mas juro que nem pressentia uma colheita tão madura. Em menos de 24 horas nossas sementes viraram flores, frutos, verdadeiros abacaxis atirados ao colo da Comatrix e da OHAEC! Em tão pouco tempo descobri que a velha e boa Facha, da qual até eu duvidava, ressurgiu como legítima representante dos verdadeiros valores da educação e do saber. A ira de alunos e ex-alunos, sua rápida mobilização não apenas em defesa desse ou daquele professor, mas dos princípios mais legítimos de uma instituição de ensino, sinceramente me surpreendeu. Aposto que a Comatrix não contava com essa. Seus executivos, prenhes de MBAs, planilhas e estimativas de custos, talvez não tenham essa experiência toda que, com a argúcia dos bons vendedores, convenceram o Prof. Helio Alonso a transformar, da noite para o dia, uma instituição com 40 anos de história em mais uma máquina emissora de diplomas. Mandaram mal, minha gente, mandaram muito mal. Não se pega uma Valderez aos 81 anos de elegância e a mais pura sabedoria e, simplesmente, se diz: “Minha senhora, seus serviços não nos interessam mais, vá fumar seu cigarro mentolado em outro lugar”. Isso aqui é a Facha, dona Comatrix. Isso aqui não é Celso, Estácio ou Unicarioca. Não venham com sua receita pronta, que aqui a gente faz a comida na hora. Somos antropófagos. Isso aqui é terra de gente-abacaxi, terra de milícias de Botafogo, bondes do Méier. Terra de professores que já comeram o pão que o diabo amassou e beberam uma dose de gasolina pra descer mais gostoso. Terra de alunos que têm mais dignidade do que dinheiro, mais sonhos na alma do que netbooks na bolsa. Todos sabemos que essa deve ser uma guerra perdida. Que o $aber da Comatrix (que nome bonitinho!) vai acabar esmagando a resistência das flores. Mas vai ficar um cheiro bom no ar. Não cheiro de sangue e de fezes a que eles estão acostumados. Vai ficar o perfume da esperança e da dignidade. O perfume de uma Facha que pode até estar morrendo, mas permanecerá viva em nossos corações. É isso gente. Tenho vontade de chamar todos os meus queridos alunos e amigos professores para comemorar. “Vamos tomar uns bons drink!”, porque “porraaaaaaaaa!!!”, perdemos a guerra mas ganhamos a mais importante das batalhas."

Por: Sebastião Martins

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Asas...

"Eu estava triste, o coração apertadinho, o tempo chuvoso no rosto. O pensamento andando em círculos em torno de um único ponto. Na berlinda, um daqueles problemas que a gente precisa resolver, mas não tem a mínima idéia de como. Daquele tipo espaçoso, metido à besta, que diz ser maior do que nós e a gente quase acredita. Todo mundo se depara com um mentiroso desses, de vez em quando. Eles não são seletivos, batem em tudo o que é porta. Astutos, encontram um jeito para entrar mesmo quando tentamos impedir. Alguns nem são novos como o impacto do desconforto faz parecer. Reaparecem, de tempos em tempos, com novidades da versão atualizada do seu programa. Novidades que, às vezes, tornam um pouco mais complicado o que já era difícil.

Eu estava lá há um tempão, olhando para o dito cujo, assustada como um passarinho que se flagra num alçapão. Não conseguia ver um fiapo que fosse de outra coisa qualquer além dele. Problema espaçoso, metido à besta, é assim: se a gente lhe der muita confiança, ele monopoliza o tempo do nosso olhar sem nenhum constrangimento. Mas, de repente, eu cansei do cativeiro. Da tristeza. Do aperto. Da chuva no rosto. Por algum lampejo de lucidez, percebi que nada daquilo me ajudaria a solucioná-lo naquele momento, embora fosse o que eu mais quisesse. Só se o gênio da lâmpada aparecesse ali e me concedesse um pedido, mas como a lâmpada mais próxima ficava no lustre, desconfiei não poder contar com aquela alternativa. Foi aí que peguei meu violão.

Comecei a tocar meio desanimada, cantarolando uma música aqui, outra ali, a voz ainda atrapalhada pelos respingos da tristeza, mas sem me importar com o detalhe de não saber tocar nem cantar de verdade. Depois de alguns minutos, envolvida com a brincadeira, eu já não sentia tão intensamente o peso do tal problema, aquele que eu não poderia resolver de uma hora pra outra. Não demorou para que o meu coração ficasse mais solto e o tempo chuvoso me desse uma trégua. Não foi mágica, apenas uma mudança consciente de foco. Troquei de canal para levar minha vida pra passear um pouco. Para soprar algumas nuvens. Para respirar melhor. Ao permitir que o pensamento se dissipasse, abri espaço para mudar meu sentimento. O problema continuava no mesmo lugar; eu, não. Nós nos encontraríamos outras tantas vezes até que eu pudesse solucioná-lo, mas eu não precisava ficar morando com ele enquanto isso.

Os pensamentos preparam armadilhas pra gente. Ao cairmos nelas, nos enredamos de tal maneira que esquecemos ser capazes de sair de lá. A vastidão da nossa alma fica reduzida a um cubículo, como se não tivesse espaço suficiente para abrigar uma variedade de sentimentos. Passamos a nos comportar como se tivéssemos apenas um lápis de cor e não a caixa inteira. Nós nos apegamos a alguns pensamentos e lhes conferimos exclusividade. Nós lhes damos o cetro e a coroa e afirmamos o seu poder sobre as nossas emoções. Ficamos presos neles, feito passarinho quando cai no alçapão. A diferença é que, por mais que tente, ele não pode sair de lá sozinho, ao contrário de nós. Passarinho tem asas do lado de fora. A gente, do lado de dentro."

Ana Jácomo


Incrível como é tão óbvio e como não enxergamos isso!
Como não percebemos que ninguém é responsável por nossa felicidade além de Deus e nós mesmos e que o nosso pensamento também pode ser o nosso maior aliado ou inimigo!
Tudo é uma questão de permissão...



"Passarinho tem asas do lado de fora. A gente, do lado de dentro..."

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Funeral Blues...

Ao meu pai, eterno e saudoso amigo, finalmente, encontrei em forma de poema tudo o que o Sr. representa na minha vida e a falta de sentido sem sua presença nela.

TE AMAREI ETERNAMENTE...

"Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Este e Oeste,
Minha semana de trabalho, meu Domingo de festa
Meu meio-dia, meia-noite, minha conversa, minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão."

"Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão."



FUNERAL BLUES (1936)


"Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.


He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.


The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good."

W. H. AUDEN


§


BLUES FÚNEBRE

Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Impeçam o cão de latir com um osso enorme,
Silenciem os pianos e ao som abafado dos tambores
Tragam o caixão, deixem as carpideiras carpir suas dores.

Deixem os aviões aos círculos a gemer no céu
Rabiscando no ar a mensagem Ele Morreu,
Ponham laços crepe nas pombas brancas da nação,
Deixem os sinaleiros usar luvas pretas de algodão.

Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Este e Oeste,
Minha semana de trabalho, meu Domingo de festa
Meu meio-dia, meia-noite, minha conversa, minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão.

As estrelas já não são precisas: levem-nas uma a uma;
Desmantelem o sol e empacotem a lua;
Despejem o oceano e varram a floresta;
Porque agora já nada de bom me resta.