segunda-feira, 5 de setembro de 2011

...

“A experiência do luto é poderosa. Assim também é a sua capacidade para ajudar a curar a si mesmo.
Ao viver o processo do luto, a pessoa está se movendo em direção
a um renovado senso de significado e propósito em sua vida.”

(Wolfelt)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Meu Perfil...

"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal-resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo e não estou aqui pra que vocês gostem de mim, mas pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho e seduzir somente o que me acrescenta.
Tenho uma relação de amor com a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra. A palavra é meu inferno e minha paz.

Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras e falta de ar....

Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro de alguma forma, no toque mesmo, na voz ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos:
são eles que me dão a dimensão do que sou."


Marla de Queiroz


Perfeita! Genial! Magnífica!
Ser repetitivo é tão chato e redundante...
Alguém saberia como falar da Marla sem usar os mesmos adjetivos de sempre??? Por favor, me ajudem!!! Ela merece muito mais...

Obrigada Marla! Muito obrigada!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Perspectivas...

"Eu mudei de forma tão expressiva, em alguns aspectos, que tenho dificuldade para me imaginar dentro de determinados padrões emocionais que eu já vesti. Há um estranhamento, é como se aquela pessoa que olho à distância não fosse eu. Claro que era, mas não muito. Claro que era, mas vestida com uma penca de coisas que não eram minhas. Com camadas e mais camadas que me escondiam de mim. Com roupas que fui trocando pelo caminho, nas várias mudas que já vivi. Houve um momento em que, ao me olhar no espelho do coração, eu me flagrei bem diferente. Eu havia mudado, sem sequer ter percebido enquanto acontecia. A vida é uma tecelã habilidosa, tece as mudanças, em silêncio, no tear do tempo.


De repente, a gente se olha e tem a impressão de encontrar quase outra pessoa, uma versão nossa revista e atualizada. Mas, no fundo, ela não é tão nova quanto aparenta. Estava lá, em estado de latência, o tempo todo, como a flor que já mora na semente e um dia desabrocha. Às vezes me ocorre que viver é se despir lentamente das peças que encobrem quem somos até que a idéia original apareça, uma espécie de strip-tease da alma. Podemos levar muito tempo para começarmos a ficar mais parecidos com nós mesmos, mas também podemos passar uma vida inteirinha escondidos numa montoeira de roupa que não nos pertence. Mudar não acontece por mágica. A gente precisa querer se buscar.


Um dos padrões mais embaraçosos que deixei pelo caminho foi o de viver sob a perspectiva da falta. Na maior parte do tempo, eu via somente o que me faltava. O mais interessante, ao olhar para trás, é reconhecer que o que a gente vê com mais freqüência acaba se tornando a nossa realidade mais freqüente. É como se a vida precisasse se organizar para não desmentir a nossa visão. E tudo parece encolher para o olhar que é pequeno. Se fixo o olhar no que me falta, faltam olhos para ver o que eu tenho. Para usufruir do que já conquistei. Para me sentir em casa com a vida que eu posso viver agora, com todas as esquisitices dela, as imperfeições, as dificuldades, mas também com as possibilidades que ela me oferece exatamente aqui. O sentimento de falta nos leva pra longe. Lá onde ainda não é e talvez nem venha a ser.


Quando vivemos na freqüência da escassez, nosso coração não tem descanso. Ele não sai pra brincar, estamos ocupados demais lamentando o que não temos para perceber que talvez até já sejamos felizes. Felizes, mesmo ainda sem as coisas que podem tornar nossa estada por aqui mais rica e interessante. Em nenhum momento eu deixei de ter sonhos nem de agir na direção deles, eu deixei foi de ser prisioneira da minha expectativa. Há uma liberdade sutil em não se fazer da vida uma sala de espera. Passamos a viver cada dia de uma maneira mais amistosa e relaxada. Quando não esperamos tanto e não funcionamos tão aflitivamente no compasso da carência, podemos apreciar melhor o sabor de cada pequeno encontro. Da gratuidade dos detalhes mais simples. Da sutileza de encantos que os olhos que percebem somente a falta desaprendem a ver.


Eu desconfio que esse sentimento está também relacionado à dificuldade de autopreenchimento. À inabilidade para encontrarmos satisfação, antes, na nossa própria companhia. Afastados de nós mesmos, buscamos fora o que primeiro precisamos encontrar dentro. Como disse Goethe, "Tudo nos falta quando nos faltamos". Quando larguei pelo caminho essa roupa apertada, descobri que a natureza da vida é ser mais espaçosa, não importa o que nos contaram a respeito. Que a sensação de peso é um claro sinal de que algo está fora do lugar, porque viver, mesmo com todos os inevitáveis sofrimentos da nossa condição humana, é pra ser mais leve. Descobri prazeres que sempre estiveram disponíveis e eu não conseguia perceber. Confortos possíveis que a minha visão encurtada não podia notar.

Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir. Tanto, que às vezes, quando lembro, eu me comovo. Pelo que há, mas também por conseguir ver."



Ana Jácomo





"Eu mudei de forma tão expressiva, em alguns aspectos, que tenho dificuldade para me imaginar dentro de determinados padrões emocionais que eu já vesti.
...Um dos padrões mais embaraçosos que deixei pelo caminho foi o de viver sob a perspectiva da falta. Na maior parte do tempo, eu via somente o que me faltava.
...Se fixo o olhar no que me falta, faltam olhos para ver o que eu tenho.
...O sentimento de falta nos leva pra longe. Lá onde ainda não é e talvez nem venha a ser.
...Quando vivemos na freqüência da escassez, nosso coração não tem descanso. Ele não sai pra brincar, estamos ocupados demais lamentando o que não temos para perceber que talvez até já sejamos felizes.
...Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir. Tanto, que às vezes, quando lembro, eu me comovo. Pelo que há, mas também por conseguir ver."



PROFUNDO!!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ele nem sabe...

"Ele não sabe mais nada sobre mim...

Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática e sem aquela necessidade toda de ser amada.

Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe que a cada dia eu penso menos nele, mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranqüilo, se seu cabelo mudou, se o seu olhar continua inquieto.

Ele nem imagina quanta coisa pude planejar durante esses dias todos e como me isolei pra tentar organizar todos os meus projetos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Que tenho sentido mais sono e ainda assim, dormido pouco. Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos. Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim.

Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre.

Ele não sabe que eu entendi que se eu resolver a minha dor, ainda assim, poderei criar através da dor alheia sem precisar sofrer junto pra conceber um poema de cura. Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso.

Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria."


Marla de Queiroz



A você, que sem imaginar, me tornou "a melhor amiga de mim mesma"... MUITÍSSIMO OBRIGADA!!!

Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas...

"As perolas são feridas curadas, pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

A parte interna da concha de uma ostra, é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado? Uma linda pérola é formada.

Uma ostra que não foi ferida de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada!

- Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
- Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
- As suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?
- Já sofreu os duros golpes do preconceito?
- Já recebeu o troco da indiferença?
Se sim, então, reaja e aprenda a produzir uma pérola !!!

Avalie a situação e cubra estas suas mágoas com varias camadas de persistência,confiança,aprendizado,estabilidade, paciência e muito amor , mas infelizmente isso não é tão fácil e são poucas as pessoas que se interessam e conseguem, com sucesso, realizar por esse tipo de ação, pois muitas das vezes somos apenas passivos e não ativos as respostas que recebemos do mundo ao nosso redor.

A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando estas feridas abertas, alimentando- as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto não permitindo que cicatrizem e às vezes até aumentando-as e com isso se tornando pessoas amargas e culpando todos ao seu redor por sua dor e infelicidade.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "ostras" vazias, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em algo produtivo para seu desenvolvimento pessoal.
Produzir uma ostra é apenas uma questão de atitude.

As pérolas mais belas são geradas nas profundezas do nosso ser."

Autor Desconhecido

segunda-feira, 4 de julho de 2011

#RIP... FACHA - FACULDADES INTEGRADAS HELIO ALONSO

Aplaudindo meu antigo professor com lágrimas nos olhos e MUITO triste por saber que nem com toda manifestação de solidariedade por parte dos alunos, seremos capazes de mudar essa pouca vergonha!!! #LAMENTÁVEL

"Sementes, flores e abacaxis
Desde que fui informado, por telefonema seguido de um frio telegrama, de minha demissão (e de tantos outros colegas) da Facha, pensei em vir aqui e publicar um desabafo. De cabeça quente, achei melhor nem escrever. Certamente iria expressar minha revolta..., minha indignação pela forma como fomos tratados, mas senti que devia esperar a reação dos alunos. Lá no fundo, esperava que as sementes que ajudamos a plantar durante tantos anos dessem algum fruto agora. Afinal, a esperança é sempre o que resta aos lavradores. E se há algo que fizemos de bom nesses tantos anos de Facha foi plantar, plantar e plantar. Mas juro que nem pressentia uma colheita tão madura. Em menos de 24 horas nossas sementes viraram flores, frutos, verdadeiros abacaxis atirados ao colo da Comatrix e da OHAEC! Em tão pouco tempo descobri que a velha e boa Facha, da qual até eu duvidava, ressurgiu como legítima representante dos verdadeiros valores da educação e do saber. A ira de alunos e ex-alunos, sua rápida mobilização não apenas em defesa desse ou daquele professor, mas dos princípios mais legítimos de uma instituição de ensino, sinceramente me surpreendeu. Aposto que a Comatrix não contava com essa. Seus executivos, prenhes de MBAs, planilhas e estimativas de custos, talvez não tenham essa experiência toda que, com a argúcia dos bons vendedores, convenceram o Prof. Helio Alonso a transformar, da noite para o dia, uma instituição com 40 anos de história em mais uma máquina emissora de diplomas. Mandaram mal, minha gente, mandaram muito mal. Não se pega uma Valderez aos 81 anos de elegância e a mais pura sabedoria e, simplesmente, se diz: “Minha senhora, seus serviços não nos interessam mais, vá fumar seu cigarro mentolado em outro lugar”. Isso aqui é a Facha, dona Comatrix. Isso aqui não é Celso, Estácio ou Unicarioca. Não venham com sua receita pronta, que aqui a gente faz a comida na hora. Somos antropófagos. Isso aqui é terra de gente-abacaxi, terra de milícias de Botafogo, bondes do Méier. Terra de professores que já comeram o pão que o diabo amassou e beberam uma dose de gasolina pra descer mais gostoso. Terra de alunos que têm mais dignidade do que dinheiro, mais sonhos na alma do que netbooks na bolsa. Todos sabemos que essa deve ser uma guerra perdida. Que o $aber da Comatrix (que nome bonitinho!) vai acabar esmagando a resistência das flores. Mas vai ficar um cheiro bom no ar. Não cheiro de sangue e de fezes a que eles estão acostumados. Vai ficar o perfume da esperança e da dignidade. O perfume de uma Facha que pode até estar morrendo, mas permanecerá viva em nossos corações. É isso gente. Tenho vontade de chamar todos os meus queridos alunos e amigos professores para comemorar. “Vamos tomar uns bons drink!”, porque “porraaaaaaaaa!!!”, perdemos a guerra mas ganhamos a mais importante das batalhas."

Por: Sebastião Martins

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Asas...

"Eu estava triste, o coração apertadinho, o tempo chuvoso no rosto. O pensamento andando em círculos em torno de um único ponto. Na berlinda, um daqueles problemas que a gente precisa resolver, mas não tem a mínima idéia de como. Daquele tipo espaçoso, metido à besta, que diz ser maior do que nós e a gente quase acredita. Todo mundo se depara com um mentiroso desses, de vez em quando. Eles não são seletivos, batem em tudo o que é porta. Astutos, encontram um jeito para entrar mesmo quando tentamos impedir. Alguns nem são novos como o impacto do desconforto faz parecer. Reaparecem, de tempos em tempos, com novidades da versão atualizada do seu programa. Novidades que, às vezes, tornam um pouco mais complicado o que já era difícil.

Eu estava lá há um tempão, olhando para o dito cujo, assustada como um passarinho que se flagra num alçapão. Não conseguia ver um fiapo que fosse de outra coisa qualquer além dele. Problema espaçoso, metido à besta, é assim: se a gente lhe der muita confiança, ele monopoliza o tempo do nosso olhar sem nenhum constrangimento. Mas, de repente, eu cansei do cativeiro. Da tristeza. Do aperto. Da chuva no rosto. Por algum lampejo de lucidez, percebi que nada daquilo me ajudaria a solucioná-lo naquele momento, embora fosse o que eu mais quisesse. Só se o gênio da lâmpada aparecesse ali e me concedesse um pedido, mas como a lâmpada mais próxima ficava no lustre, desconfiei não poder contar com aquela alternativa. Foi aí que peguei meu violão.

Comecei a tocar meio desanimada, cantarolando uma música aqui, outra ali, a voz ainda atrapalhada pelos respingos da tristeza, mas sem me importar com o detalhe de não saber tocar nem cantar de verdade. Depois de alguns minutos, envolvida com a brincadeira, eu já não sentia tão intensamente o peso do tal problema, aquele que eu não poderia resolver de uma hora pra outra. Não demorou para que o meu coração ficasse mais solto e o tempo chuvoso me desse uma trégua. Não foi mágica, apenas uma mudança consciente de foco. Troquei de canal para levar minha vida pra passear um pouco. Para soprar algumas nuvens. Para respirar melhor. Ao permitir que o pensamento se dissipasse, abri espaço para mudar meu sentimento. O problema continuava no mesmo lugar; eu, não. Nós nos encontraríamos outras tantas vezes até que eu pudesse solucioná-lo, mas eu não precisava ficar morando com ele enquanto isso.

Os pensamentos preparam armadilhas pra gente. Ao cairmos nelas, nos enredamos de tal maneira que esquecemos ser capazes de sair de lá. A vastidão da nossa alma fica reduzida a um cubículo, como se não tivesse espaço suficiente para abrigar uma variedade de sentimentos. Passamos a nos comportar como se tivéssemos apenas um lápis de cor e não a caixa inteira. Nós nos apegamos a alguns pensamentos e lhes conferimos exclusividade. Nós lhes damos o cetro e a coroa e afirmamos o seu poder sobre as nossas emoções. Ficamos presos neles, feito passarinho quando cai no alçapão. A diferença é que, por mais que tente, ele não pode sair de lá sozinho, ao contrário de nós. Passarinho tem asas do lado de fora. A gente, do lado de dentro."

Ana Jácomo


Incrível como é tão óbvio e como não enxergamos isso!
Como não percebemos que ninguém é responsável por nossa felicidade além de Deus e nós mesmos e que o nosso pensamento também pode ser o nosso maior aliado ou inimigo!
Tudo é uma questão de permissão...



"Passarinho tem asas do lado de fora. A gente, do lado de dentro..."

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Funeral Blues...

Ao meu pai, eterno e saudoso amigo, finalmente, encontrei em forma de poema tudo o que o Sr. representa na minha vida e a falta de sentido sem sua presença nela.

TE AMAREI ETERNAMENTE...

"Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Este e Oeste,
Minha semana de trabalho, meu Domingo de festa
Meu meio-dia, meia-noite, minha conversa, minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão."

"Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão."



FUNERAL BLUES (1936)


"Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.


He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.


The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good."

W. H. AUDEN


§


BLUES FÚNEBRE

Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Impeçam o cão de latir com um osso enorme,
Silenciem os pianos e ao som abafado dos tambores
Tragam o caixão, deixem as carpideiras carpir suas dores.

Deixem os aviões aos círculos a gemer no céu
Rabiscando no ar a mensagem Ele Morreu,
Ponham laços crepe nas pombas brancas da nação,
Deixem os sinaleiros usar luvas pretas de algodão.

Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Este e Oeste,
Minha semana de trabalho, meu Domingo de festa
Meu meio-dia, meia-noite, minha conversa, minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão.

As estrelas já não são precisas: levem-nas uma a uma;
Desmantelem o sol e empacotem a lua;
Despejem o oceano e varram a floresta;
Porque agora já nada de bom me resta.

terça-feira, 26 de abril de 2011

E se tivesse sido diferente?

"Quem leu o perturbardor Precisamos Falar Sobre Kevin, sabe que sua autora, Lionel Shriver, é craque em esmiuçar as razões psicológicas que motivam todos os nossos atos, mesmo os mais tolos, e em demonstrar o quanto esses atos geram consequências previsíveis e imprevisíveis. Em seu novo livro, O Mundo Pós-Aniversário, ela conta a história de Irina, uma mulher instalada num sólido casamento de 10 anos, que um dia sente um incontrolável desejo de beijar outro homem. Pra complicar, esse homem é um amigo do casal. A partir daí, a autora desmembra o livro em duas histórias que correm paralelas: a vida de Irina caso consumasse seu impulso erótico, e a vida de Irina caso reprimisse seu desejo.

A autora poderia ter se contentado em escrever sobre o poder transformador de um primeiro beijo em alguém, mas foi mais inteligente e abordou também o poder transformador de mantermos tudo como está. É comum pensarmos que, ao ficarmos parados no mesmo lugar, sem agir, sem mudar nada, estamos assegurando um destino tranquilo. Engessados na mesma situação, é como se estivéssemos protegidos de qualquer possível ebulição que nos inquiete. Sssshh. Quietos. Ninguém se mexe pra não acordar o demônio.

Não deixa de ser uma estratégia, mas falta combinar com o resto da população. As pessoas que nos cercam sempre interferirão no nosso destino. Se dermos uma guinada brusca ou permanecermos na rotina, tanto faz: o mundo se encarregará de trocar as peças de lugar nesse imenso tabuleiro chamado dia-a-dia.

Ao fazer algo socialmente condenável (como ser casada e dar um beijo em outro homem, pra dar o exemplo do livro), tudo poderá acontecer - inclusive nada. Você poderá se apaixonar, abandonar seu marido e viver uma tórrida história de amor, e essa história de amor se revelar uma furada e você se arrepender, e tentar reatar com seu marido que a essa altura já estará apaixonado pela vizinha. Ou você beijará e em vez de iniciar um romance tórrido, voltará pra casa bocejando e nada, nadinha será alterado. Foi só uma pequena estupidez momentânea e sem consequências. Mas das consequências de continuar viva você não escapa.

Esse 2010 promete ser bom: ano do tigre no horóscopo chinês, ano de Vênus no horóscopo ocidental. Quem entende do assunto, diz que teremos um aquecimento global do tipo que ninguém tem nada contra. Emoções calientes. Mas adianta fazer planos? Seja qual for o caminho que optarmos seguir, haverá altos e baixos. E isso é tudo. Se fizermos uma auditoria em nossas vidas, em algum momento questionaremos: “e se eu tivesse feito diferente?”. O diferente teria sido melhor e teria sido pior. Então o jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará, tudo dará certo. Algumas vidas até podem ser tristes, outras são desperdiçadas, mas, num sentido mais absoluto, não existe vida errada."


Martha Medeiros




Sempre ela...
Agora, Sssshh. Quietos. Ninguém se mexe pra não acordar o demônio.
;)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Fragmentos...

"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”
Caio Fernando Abreu



Eu tinha jurado pra mim que não ia mais postar nada relacionado ao amor e essas baboseiras chatas que nós mulheres insistimos em explicar e os homens teimam em não entender. he he he
Até me deparar com os fragmentos do Caio Fernando Abreu... Ai ai

Sabe o que mais me surpreende nisso tudo? É ler essas coisas e saber que outras pessoas completamente "desconhecidas" e certamente diferentes de mim, passaram pelas mesmas situações, e viveram os mesmos conflitos e medos...

Me sinto tão mais "humana" por isso!!!

Pode até parecer medíocre eu sei, porém saber que outros estiveram no mesmo barco, é sim algo que te deixa mais "tranquila", aliás, tranquila não seria a palavra, nem em paz. Talvez, uma palavra que se encaixe melhor, seja confortável...
Não, não é um sentimento egoísta, do tipo sentir tranquilidade com a angústia alheia, é mais um sentimento de não estar só nesse turbilhão de emoções que a vida nos impõe.

Aliás, acho sinceramente que essa é a grande função dos poetas nas nossas vidas... nos colocar de uma certa forma num tipo de "zona de conforto", quando nos mostram que não fomos e não seremos os únicos a viver esse tipo de conflito e que tudo isso, faz parte dessa grande aventura chamada VIDA...

Salvem os poetas!!!



"...melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê."

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tudo depende de como você vê as coisas...

(...) mesmo que algo tenha doído, ainda assim, eu falaria do amor de uma maneira cheia de gratidão."

"Dependendo da perda, vc pode ser a pessoa mais triste do mundo ou vc pode ser a pessoa mais feliz do mundo...isso acontece quando vc descobre que não perdeu nada, só se livrou de algo..."

(Marla de Queiroz)


O título do livro do Norton Juster, somado aos pensamentos da "Maralavilhosa" Marla de Queiroz, nos mostram, que tudo que passamos na vida realmente depende de como vemos as coisas.
Uma situação que pode ser ideal para alguns, de repente, para outros é o fim do mundo e até mesmo para você, aquilo que você mais temia acontecer e que parecia que lhe tiraria o chão, talvez seja a chance de um recomeço, pois "tudo depende de como você vê as coisas".
Assim seguimos: Caindo, levantando, aprendendo, errando novamente, reaprendendo, amadurecendo... sempre lembrando de colher experiências positivas de tudo o que foi vivido, sem NUNCA ter medo de ousar experimentar...


“mas não é só aprender que é importante. O que importa é aprender o que fazer com o que você aprendeu e compreender por que deve aprender coisas”
(...)
“E lembre-se também,(...), que muitos lugares que você gostaria de visitar estão fora dos mapas, assim como muitas coisas que você deseja saber estão um pouquinho além do seu raio de visão ou ligeiramente fora do seu alcance. Mas algum dia você poderá chegar a todas elas, pois aquilo que aprende hoje sem nenhum motivo aparente irá ajudá-lo a descobrir todos os maravilhosos segredos de amanhã”
(Norton Juster)



Essa a mensagem que gostaria de deixar hoje...


Fiquem na paz!!!



Andréa Maçãzinha

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O tamanho das pessoas...

Variam conforme o grau de envolvimento...

Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:

A amizade,
O respeito,
O carinho,
O zelo,
E até mesmo o amor.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. E pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.

Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...
...é a sua sensibilidade, sem tamanho...


William Shakespeare

quinta-feira, 17 de março de 2011

Contra-fluxo...

"As vezes quase choro para aceitar os tais ¨novos rumos¨
que a vida insiste em apresentar.
Sinto-me andando de oposto ao vento sem um destino qualquer
mais um,entre tantos,nadando contra-a- maré..
São tantos os rostos:
-Cerrados,alegres,tristes,sorridentes ou simplesmente calados!
Alguns passam por mim e olham-me aqui sentado.
Não sabem eles,como me pergunto assombrado:
-Será que eles tem certeza pra onde vão,para ir tão apressados?
-Ou será que apenas eu,sinto-me no lugar errado?"

(Autor desconhecido)


Esse(a) está tão perdido(a) quanto eu!!! Hahahaha
ACHEI PERFEITO PARA O MOMENTO...

2011... o mesmo blog... uma outra Andréa...

Caramba, 2011 chegou e meu blog completamente abandonado...
Bem, pra dizer a verdade, eu tinha abandonado o blog de propósito. Um tipo de rejeição ao passado. É, rejeição... Eu estava tão viva em determinados momentos, que ler aqueles textos me machuva muito e abandonar o blog, era como se estivesse abandonando "minha vida"...
Coisa de gente doida! rs
Explico!!!
Quando ele foi criado, 2009, estava em OUTRO momento da minha vida. Ainda trabalhava na C&V, MEU PAI ERA VIVO, e eu vivia em completo estado de felicidade. Como se isso fosse possível... e juro que foi possível até que a morte chegou na minha vida.
Eu era a pessoa ou melhor eu estava a pessoa mais feliz do mundo em 2009! Não que eu não esteja feliz, só que agora é diferente...
Antes eu "era constantemente FELIZ", e hoje, tenho momentos felizes e acredite,tem MUITA diferença nisso!!!
Hoje, eu luto pra ser feliz, antes eu era sem o menor esforço, confesso que devia ser uma mala sem alça inclusive, porque gente feliz todos os dias, principalmente pelas manhãs, é extremamente irritante né??? Hahahaha
Ler o blog me machucava pois eu achava e continuo achando, que não encontro mais aquela Andréa, simplesmente pq ela adoeceu, e até hoje não sei se está doente ou se morreu...
Pensei em criar outro blog, como se fosse um recomeço, mas confesso que sinto uma preguiça tão grande, e isso também me difere de 2009, onde estava disposta a tudo.
Aliás, isso é algo que gostaria de colocar aqui.
Incrível como o sofrimento nos faz envelher não só por fora, me sinto muito mais velha por dentro. Lá na alma... dá para entender o que estou dizendo???
Bem, foi então, com toda preguiça que me cerca, que tomei a decisão de permanecer aqui mesmo. Os textos antigos não serão apagados, ficarão lá, parados no tempo, assim como aquela Andréa que não está mais aqui, mas já existiu um dia.
Apagar meu blog, seria como apagar minha vida, apagar a luta que tive ao lado do meu paizinho amado, apagar o ano eme que fui mais feliz em toda minha vida...
A pagar o blog, seria somente apagar do blog... não do meu interior!
E foi nessa reflexão aparentemente boba e redundante, que eu vim parar aqui novamente...
APAGAR do blog, não diminuiria as dores da ausência e da saudade que sinto de muitas coisas, principalmente do meu pai...


Andréa Maçãzinha



“Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando.”

“O maior risco da vida é não fazer NADA.”

Martha Medeiros

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A teoria da bacia...

"Embora seja uma ferramenta poderosa para todos aqueles, e aquelas, interessados em conquistar o ser desejado, trata-se de uma simples aplicação de leis elementares da Física a relacionamentos amorosos.
Vamos a ela.

Imaginem vocês uma bacia cheia d'água. Dela se aproxima um Elemento A
que, abruptamente, tentar puxar, com as mãos, a bacia com a água para junto de si. O Elemento consegue a bacia, porém, a água, seguindo princípio fundamental da Física, vai para o lado oposto, afastando-se
do Elemento A.

Imaginem agora outro elemento, chamemos de Sujeito B, que também se aproxima da mesma bacia e, ao invés de tentar trazê-la para perto,
disfere um potente chute tentando mandar a bacia cheia d'água para
longe dele. Assim como ocorrera com o Elemento A, o Sujeito B consegue realizar apenas parte de seu objetivo, já que a bacia vai para longe,
mas a água, devido à força do chute, volta contra ele, molhando o seu estimado corpo.

Como o mais reles dos seres humanos poderá confirmar se fizer o experimento supracitado em casa, a verdade irrefutável descrita acima
se repete com qualquer pessoa que queira se passar pelo Elemento A ou o Sujeito B, independente de sua raça, cor, religião, índice de massa corporal ou mesmo time de futebol do coração.


Ora bolas, o que é a bacia cheia d'água senão a perfeita descrição do comportamento que nós, seres ditos racionais, temos sempre que nos deparamos com alguma situação amorosa? Homem ou mulher, homo ou hetero, gigante ou anão, todos se comportam como a bacia cheia d'água: se o
nosso par nos enche de carinho, demonstra toda a sua afeição com mimos
os mais variados, ou seja, se tenta trazer a bacia para perto de si, o
que fazemos? Vamos imediatamente para o lado oposto e nos afastamos da pobre alma amante, como a água; ao contrário, se o pretendido(a) se comporta como um verdadeiro pulha, ignorando nosso carinho, não honrando os compromissos mais elementares como atender ligações telefônicas e até mesmo esquece nossa data de aniversário, ou seja, se o(a) distinto(a) enfia um bico bem dado na bacia, para que ela suma no horizonte, o que fazemos? Tal como a água, derramamo-nos sobre o(a) troglodita, tentamos
de todas as formas conquistar o coração do brucutu, não enxergando que o único meio adequado para conseguir a conquista seria justamente o chute
na figura/bacia.

E não há exceções para esta que é a maior Teoria de todos os tempos!
O mesmo que chuta a bacia hoje e se ensopa com a água que volta para si, amanhã tenta trazer a bacia para si e vê a água ir embora sorrateira.



Todos nós somos a bacia cheia d'água! E mesmo sabendo que somos, continuaremos sendo até o fim dos tempos, ao mesmo tempo em que tentamos provar que existe alguma racionalidade na raça humana..."



Já fui A e B...


Fontes: http://coisasmais.wordpress.com/2010/03/03/a-teoria-da-bacia/
http://palavradossabios.blogspot.com/2008/01/teoria-da-bacia.html

domingo, 14 de novembro de 2010

Longe de Você...




"Longe de você eu enlouqueço muito mais
Eu vivo na espera de poder viver a vida com você
Vejo pessoas sem saberem pra onde o mundo vai
Eu conto as horas para estar com você


Longe de você eu preciso de algo mais
Eu vivo na espera de poder viver a vida com você
Vejo pessoas sem saberem pra onde o mundo vai
Eu conto as horas para estar com você


Que mundo é esse que ninguém entende um sonho?
Que mundo é esse que ninguém sabe mais amar?
Pra tanta coisa que faz mal eu me disponho
Quando eu te vejo eu começo a sorrir
Eu começo a sorrir


Não quero desperdiçar a chance de ter encontrado você
Hoje o que eu mais quero é fazer você feliz
Vejo as pessoas e sei que juntos nós podemos muito mais
Eu vivo na espera de poder viver a vida com você

Que mundo é esse que ninguém entende um sonho?
Que mundo é esse que ninguém sabe mais amar?
Pra tanta coisa que faz mal eu me disponho
Quando eu te vejo eu começo a sorrir
Eu começo a sorrir

Molduras boas não salvam quadros ruins
Eu procurei a vida inteira sem saber bem pelo que
Mas se pelo menos você estivesse aqui
Eu conto as horas pra estar com você
Eu estive lá na sua presença
Só pra saber o que você diria sobre nós
O que te diz mais?
O que te diz mais?"


Charlie Brown Jr.


Curto muito essa banda!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Nó na garganta...

"Quando você vai embora de nós?
O pronome parte-se ao meio você diz que só leva o "s"...
E o que adianta se comigo sobra o nó na garganta."


Rita Apoena

Despedida...

"Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.

Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo."


Martha Medeiros


Abrir mão ou soltar amarras de algo q marcou a alma é complexo...
Não é fácil! Muita disciplina, muito esforço e MUUUITA força de vontade! O desapego precisa ser praticado DIARIAMENTE!!!
Sinceramente? Nem sei se é possível apagar algo que foi tão profundo, porém é possível varrê-lo para debaixo do tapete e deixá-lo lá esquecido...
Se vale um conselho, digo a vcs tb que só abram seus corações para pessoas maduras e adultas.
Um amor não correspondido é ruim, porém mais doloroso e humilhante ainda é demonstrar seus sentimentos para um egocêntrico babaca e ele no lugar de te respeitar, te pisar como se vc fosse um inseto.
Sempre digo: Ninguém é obrigado a te amar! Porém respeito ao próximo é obrigação e dever de todos nós! Ainda mais se o outro sente algo especial por nós, aí mesmo que o cuidado deveria ser dobrado!
DIGO E REPITO: NÃO ESTOU FALANDO DE REPROCIDADE NO AMOR, ESTOU FALANDO DE RESPEITO!
UFA! Mil desculpas pelo desabafo! Infelizmente, minha experiência foi bem traumática...


"Chega um dia, que a gente simplesmente muda. Os sentimentos acabam e o coração faz novas escolhas."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

01/11/1931...

Essa foi a data que meu anjo nasceu.
Dia 01/11 na minha casa sempre foi comemorado com muita festa.
Sempre tinha um bolo temático, alguma homenagem especial e hoje apenas o silêncio.
Eu e mamãe fingindo que é mais um dia como outro qualquer quando no fundo nós duas estamos sem saber o que fazer e como agir...
Você deixou um buraco irreparável, sua presença é algo tão fundamental, que sua ausência se torna absoluta!
Me perdoe por não ter conseguido ainda superar sua ausência porém estou lutando bravamente.
Para alguns pode parecer que não, mas só eu sei como estou lutando! O seu amor não me permite desistir! Só eu sei como estou lutando...

Acabei de ouvir a sua voz, um vídeo do ano passado e dessa mesma data...
Hoje, não é mais um dia de festa pra mim. Dia 01/11 sem o Sr. não tem mais a menor graça e nenhuma cor...

Sinto sua falta...


Com amor,


Andréa